terça-feira, 19 de junho de 2012

Página 01 


Partia pra outro ponto, estava frio demais para sair da cama, movimentos suaves entre travesseiro e preguiça 

Mas como o dia nem sempre é longo, resolvi pegar aquele livro acompanhado de um café; um desconforto no braço direito e no olho esquerdo.  

Página seguinte:   

O que me faltava a vista turva, peguei a câmera, fotografei aquele momento estranho quase nostalgia de uma coisa que ainda não havia acontecido, e o que eu não sabia, é que esse dia seria um dos mais longos, dolorosos e tensos dos que ainda virão;. 

Li somente umas 5 paginas, pois o desconforto ocular tornara-se quase uma agonia constante 

E o braço dormente parecia encaixotado junto a formiguinhas 
Resolvi distrair-me mudando a mobília de lugar, tentando com que o braço direito respondesse a algum estimulo exatamente as 9:00 horas da manhã.  

 Pagina seguinte: 

Como a noite passada havia sido uma famosa "noite daquelas que não se dorme, sem ajuda", resolvi mesmo sem ajuda não dormir, noite complicada que ouvi algumas verdades outras mentiras, por fim... dormi  

Página seguinte: 

Depois do dia inteiro sentindo a cabeça como um escarcéu de 22 carnavais, mal conseguia secar o cabelo, colocar a roupa, mal conseguia pensar; o pouco que pensará era: 
"Será resultado das duas noites que brigamos? que bebi duas taças de vinho, que apenas tentei explicar a inconstância inexplicável dessa ansiedade da fala" Pois bem... vamos esperar uma melhora repentina 

Página seguinte: 

O relógio marcava umas 18:30 por ai, quando que quase repentinamente, arrepios longos e frios começam a ocorrer, dor de cabeça se torna insustentável; eis que vem o maior susto, a língua enrola, o braço morre, a boca seca... Estou no hospital, fazendo 3 medicamentos diferentes na veia e um oxigênio "antipático" só pra me fazer sentir um certo "medo de morrer" 
Esse dia deixei os dias de macho que a gente se obriga a viver, isso não é base pra nada.  

Última página: 

Finalmente, acabou! 
As vezes, circular por muito tempo em uma redoma de preocupações, estruturas confusas e palavras agressivas, podem e vão nos dar um choque de realidade, que não ira ser la muito bom... Não foi nada grave, só um ameace de derrame, infarte, ou o diabo a quatro; essas coisas que idosos tem todos os dias.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

"há tempo pra tudo"

mesmo correndo, mesmo deixando de aprender que sapatos que não servem mais devem ser doados ou jogados fora, mas com carinho e atenção
Mesmo colocando pra fora as entranhas de um sossego que já não existe, consigo me prejudicar tendo calma, ouvindo os balões desviarem da minha cabeça um de cada vez, e me jogando pro nada; no revés das coisas ruins, afundar é o que se espera
mesmo que eu tenha descoberto que fechar os olhos, me ajuda melhor a ser quem eu sou, mesmo que o tempo acabe... eu aprendo, eu ainda tenho meu cobertor, meu travesseiro de desejos, sonhos e espera
Que guerra é essa que me toma? e toma folego quando o relógio marca 7 horas, e me chama, me engana
Maldito espelho, que só tem reflexo, quando minhas inúmeras olheiras resolvem marcar presença; devo colecionar monstros em baixo da cama, devo guardar mais alguma coisa entre as paredes, mas eu não sei o que...
Mesmo carregando uma estação de flores nas costas, há quem duvide, que só florece quem merecer florescer- ainda há tempo pra isso

domingo, 17 de junho de 2012

And that´s nothing new!
  


Castanho verde sem jasmim não é azul

Eu não vi quanto tempo se passou desde que o conta-gotas que carregava nossa força se quebrou. 

 Eu ando pintando uma parede só, com um pedaço de giz de cera comum, feito criança com cólicas por brincar com algo a mais.
O castanho já se passou por verde, e o verde que eu plantava o meu jasmim se espalhou em mim, dando fim ao azul dos meus olhos, que nunca mais mudou de cor.
 Aquelas horas coloridas acabaram, desde o ultimo quiche que comi na padaria, e o último sonho que comi e não sonhei, e todas as outras coisas que eu não julgava importantes... e eram, se eram

"mas tudo bem, o dia vai raiar pra gente se inventar de novo"


sábado, 16 de junho de 2012



Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer 

Quero cantar você 




Definitivamente, odeio barulho de garfos batendo em pratos; ainda não sei como não tenho um ataque de nervos em restaurantes, bom, deve ser porque observar as pessoas é bem mais interessante do que ficar tento surtos com o barulho de cada boca, talher, de cada batimento cardíaco.
Hoje, como ficarei um bom tempo sozinha em casa, resolvi fazer algo, não muito diferente, peguei minha caneca "importada" que ganhei da Gi, (ps. Minha caneca preferida), coloquei leves 5 colheres de açúcar, e dois pacotes de chá, bebi... E é nesses momentos, que a gente percebe os "nossos barulhos" o som do chá descendo pela garganta, da expressão mais forte até a mais leve, quando afastamos a caneca da boca, de tocar uma vez na colher, causando um impacto leve, entre xícara, açúcar, e alma;
Hoje o dia está mais marrom do que cinza, portando, não sei bem como definir, morando em uma cidade tão pequena, as vezes se torna difícil gostar do comum, mas por outro lado, se torna mais intenso, sentir cheiro de vida, quando é tudo que falta em outras cidades.
Mas voltando ao assunto, sobre sons cansativos, que defino, A-G-O-N-I-Z-A-N-T-ES, eu detesto coisas repetitivas, acho que muita gente né? sei la, as vezes até acho que sou assim porque sou geminiana, bom, tem gente que se sente melhor culpando o signo, pode ser por ai;Estou juntando meus sons e as cores desse dia tão cinza com jeito de marrom, quem sabe, isso se transforme em letra e melodia no meu afinado violão, ou, mais provavelmente, se tornem meras notas de porta de geladeira, em dias de observar pessoas, de cima da cadeira!

domingo, 10 de junho de 2012

Talvez uma das minhas maiores confusões e frustrações como artista, seja exatamente o tempo que entendo que lidar comigo nem sempre é questão de sensibilidade, em alguns casos, e sim questão de paciência.
Como eu ando me observando sobre criar, interpretar, recriar, sensibilidade tem sido um coisa bem diferente, oposto! Aposto que é fase!
Um vicio compensa o outro.


Cheiro de amendoim não é tão bom quanto o cheiro do cabelo dela, sim, eu sempre senti isso mais forte e não é uma questão de nariz aguçado nem prioridade que dou a essa coisa de higiene corporal, é atenção que dei e que dou aos detalhes dela. Confesso que me vicio facilmente a sorrisos sem graça, a cara de sono, a vozes doces que sabem expressar paz.
Eu sinto apego até mesmo as dores de dente dela, quando algo a incomoda e quanto as dores de barriga, eu acho mesmo que isso é doce e me dobra a vontade de abraço pra acalmar teu desconforto; Deita no cobertor que o chá ta pronto...
E por falar em achar, penso que essa coisa de "pessoas" me rouba o tempo e o talento que tem aqueles de amar e ser fiel, pois bem; Prometo mastigar o tempo se preciso, pra que digira suas dores, amores, e magoas...
Prometo fazer certo essa espera de companhia tua e minha, pintar as tuas paredes de branco para que de certo toda a nova cor no quase tudo cinza que eu tinha.

Obs: Só não me peça pra fazer amendoins, nem com açúcar e nem puros, porque detesto, e de todo meu afeto, só não faço isso porque gosto de ti, mas odeio todo o resto que me remete a amendoim. Fim!

Você não precisa dizer mais nada
Que ainda consigo escutar
O som do vazio das suas palavras de adeus
Que seus olhos não param de gritar:
Pra onde você vai agora?
Por onde irei te procurar?
No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar
Todo o meu corpo em total histeria
Sussurra esse grito no ar
Sempre repete a mesma melodia
Que muda de cor sem parar
Pra onde você vai agora?
Por onde irei te procurar?
No futuro da minha memória
Você está comigo em todo lugar
Você me acusa de nunca saber
Como entender suas leis
Mas, como é que eu pude deixar me perder
Se eu nunca sequer me encontrei?


[Corpo Histérico. Moska]

sexta-feira, 8 de junho de 2012


....eu to tomando um café, com gosto de nuvem, com cheiro de flor, e com efeito colateral de, roer minhas unhas, esperar uma resposta, que não vai chegar...To tomando um café, com gosto teu, quando me deixava nervosa, antes do nosso 4º encontro, me trocou por uma certeza vã? procura-se, alguém, que conheça uma sereia com rosto de princesa, e que tenha asas, mas que por favor, não saiba sair do lugar.Eu encontro!Se o moço que roubou nosso castelo de sonhos, passar aqui, digo pra ele, onde te encontrar? ou não?eu espero...
E eu nem sabia que gelo tinha sabor

Vem caminhar rápido do meu lado, vem correr devagar nesse inverno comigo, vem fazer aquele fogo na lareira, briga comigo, mas com uma condição, posso puxar a tua orelha? ta bem, de vez em quando, me deixa contigo! vem passar o futuro verão comigo, e não me deixa agora, que o inverno nos agride por dentro, por fora...Vem agora, vem viver a nossa vida, pois temos muito mais que amor... Oi, viu como o cheiro do gelo tem sabor diferente?! é que esse ano, temos mais, temos tudo, temos nós duas! Bom dia!

Lá lá lá, lá... lá?
Quer saber, moça, um dia eu fiz uma tatuagem, e me arrependi, outro dia, eu fiz outra tatuagem, e também me arrependi; Eu me pergunto, porque não posso trocar de pele como alguns insetos, porque não posso parar de sentir ansiedade, e calar de vez uma vontade vã? As coisas ficam assim, ficam bem, as vezes mal, as vezes péssimas, mas nada que uma noite, de filmes dramáticos de Ron Shelton, mais tristes do que eu, mais excêntrico, impetuoso, do que meu pai e mais mau encarado do que o cara que me vendeu um CD solo de um artista alemão brega, que eu nem lembro o nome, uma vez no meio da rua, numa segunda feira, não resolva, o que eu tava falando mesmo?
Dia de são ninguém, só de mim
02:36 daqueles dias tão, mas tão inúteis, que até assistir um filme dirigido por Jasmila Zbanic, se torna, inútil, e digamos que... isso não é bom!Vou começar com uma pergunta, simples: "Cícero, me perguntou, porque não fazem pessoas que enxuguem suas próprias magoas?" Eu respondo o que eu quero, e eu quero, que pessoas sejam SIM, feitas de algodão, isso me agrada, agrada tanto que a calçada da minha rua, é tão pequena, que eu mesma a inundei com um só balde de água, e o céu? bem, o céu ta ali, lindo de beijar as nuvens com o dedo! Por hoje, isso basta, mas só por agora.