mesmo correndo, mesmo deixando de aprender que sapatos que não servem mais devem ser doados ou jogados fora, mas com carinho e atenção
Mesmo colocando pra fora as entranhas de um sossego que já não existe, consigo me prejudicar tendo calma, ouvindo os balões desviarem da minha cabeça um de cada vez, e me jogando pro nada; no revés das coisas ruins, afundar é o que se espera
mesmo que eu tenha descoberto que fechar os olhos, me ajuda melhor a ser quem eu sou, mesmo que o tempo acabe... eu aprendo, eu ainda tenho meu cobertor, meu travesseiro de desejos, sonhos e espera
Que guerra é essa que me toma? e toma folego quando o relógio marca 7 horas, e me chama, me engana
Maldito espelho, que só tem reflexo, quando minhas inúmeras olheiras resolvem marcar presença; devo colecionar monstros em baixo da cama, devo guardar mais alguma coisa entre as paredes, mas eu não sei o que...
Mesmo carregando uma estação de flores nas costas, há quem duvide, que só florece quem merecer florescer- ainda há tempo pra isso
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