quinta-feira, 19 de julho de 2012


_Eu também quero subir na casinha - Mas nem era eu na foto! 
Quando fizemos nossa mudança, ficamos sem luz durante uns dois dias?
Procurando o açúcar e os copos com velas cor de nada.
Fizemos tantos planos para aquela parede que se destacava, se te conheço bem ela continua ali, sem nada, nem pregos, nem placas
Quando nos mudamos, alguns papeis importantes simplesmente sumiram, acho que você sabe tão bem quanto eu, quem deu fim a eles. Risos.
Minha desorganização sempre me envergonhou, e é por isso que eu não tenho 100% de certeza de que foi eu mesma  que os joguei fora, mas você me conhece bem, deve saber.
Aquele sofá velho já estava ficando exprimido dentro de si mesmo, mas sabemos como ele nos recebeu e recolheu bem depois daquela festa sem cobertor, apenas,você, eu
e um amigo.
A única coisa que eu não esperava, era ter auxilio de uma celebridade no caminhão da mudança, me senti incrivelmente vip, andando junto aos rapazes do frete, la atrás, vendo a cidade por um ângulo tão menor, entre portas frias de material ruim.
Limpei sua geladeira, limpei sua mobilia, cuidei do resto que você me entregou nas mãos
Brigamos mais um pouco, enquanto isso eu adorava fechar os olhos e lembrar o tom da risada, os apelidos, lembrar como era bom trocar idéias e besteiras sem sentir vergonha, sem medo, contar os meus segredos, que até hoje e até daqui a 30 anos você ainda os conhecerá muito bem.
O bom, é que eu era capaz de falar qualquer coisa que me viesse a boca, de brigar e por fim, te segurar firme do braço, ser inconstante; e? é que sempre fomos pessoas honestas com nossos corações alheios, meus olhos estavam sempre abertos pra você desde a primeira conversa besta, você a minha frente, sem me olhar direito.
Passado-se meses, tenho algo a te dizer.
Passei ai na frente umas 20 vezes já. Parabéns pela nova vida e conquistas, que seus sonhos e desejos não demorem a acontecer, parabéns e saúde ao bebê, que tenha pais excelentes.
abraços e um beijo com o sabor do seu café bem forte
Do meu coração cheio de saudades e minhas mãos com o cheiro que ficou do teu suor.

segunda-feira, 16 de julho de 2012


Mesmo assim...
...pode rir, eu sei que é estranho chamar-se solidão quando a única coisa que não se está, é só...
Também pedi uma dose do meu martíni, quem sabe rodopiar por aquela esquina fria de novo e de novo
Hoje mesmo assisti um filme, digamos, regular
Dirigido por Toni Venturi, fotografia típica de um filme brasileiro, com certa intensidade nas "cenas de braço" - confesso que não é o tipo de filme que me cause arrepios, tão pouco suspiros, no máximo, pensamentos... 
O "estar sozinho (a)" em casa, multidões, quarteirões, no céu do avesso
No travesseiro duplo que dubla abraço e serve de lenço
e no lenço que supre o ombro, mas que não tem veias, nem me aconselha numa reza, e nem sei o que pensar sobre meus "eus"
Vendo o céu pelas cortinas que refletem nuvem
pelas entranhas de vidro batido e precianas cinzas cor de fumaça viva e pobre
E pelas paredes em partes
azuis/brancas com lado cor de rosa
Vai saber? quem sabe daqui a um mês tudo isso não se acabe?
Quem sabe daqui um mês, esteja eu, morrendo de rir sem qualquer alguém por aqui?

quarta-feira, 11 de julho de 2012


Eu quero guardar teu beijo
Na concha das mãos
Teu cheiro eu levo feito mancha na roupa
Que eu não lavo não
Se eu corro
Eu corro demais só pra te ver meu bem
É que eu quero um socorro
Se eu corro
(se eu corro - A Banda mais bonita da cidade)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

...e o céu engarrafado 

Somos esse amontoado de desejos em avenidas tristes
Sonhos inadequados, decorado por nuvens cinzas
Se espalhando em preguiça, quando o dia nasce
E quanto a esse pó, que nesse céu escurece
Somos mais do que despedida em ultimo dia de carnaval
temos sido invenção de tudo aquilo que não há
sem nexo nem reflexo
A espera de qualquer segunda que seja sexta-feira
Então, na quinta passa aqui em casa pra levar tudo que já não queira
Porque de pesado ja carrego o céu, que nem de sol e nem de estrelas,
só tem mais de um casaco teu, e o resto da nossa vida inteira

Escrito faz um tempo... misturada com o resto que não serviu mais


Quando penso que ouvi todos os absurdos que me distraem de mim no escuro das coisas claras e da claridade das coisas mortas - ou daquelas que morreram faz pouco;
ouço que meus olhos cheiram muito mais do que meus dedos vêem
piso no teto, bem mais do que meus ouvidos cantam na multidão;
Um milhão de beijos e abraços e um bilhão de colos e flores de todos os cantos do mundo, não me socorrem não;
O que me socorre é sua roupa e pescoço, é te dizer o que penso, a hora que penso e quanto ao que penso... faz quase um ano, e eu ainda não descobri como lhe contar, que ausência mais repentina que tive foi sua; que meu alvo mais próximo é o perfume das plantas que gosto, daquele cheiro do teu jeans em perfume, das tuas mãos preparando meu café batido como ninguém;
Dos teus diversos tipos de sorriso, da tua voz fininha, isso sim... eu entendi como dizer... Eu gosto de gostar da saudade, eu gosto de ser teu norte, e do meu sorriso daqui pra la, das tuas viagens que me fizeram saber o que é saudade... de verdade! 
Eu gosto... eu sinto saudades, as vezes!
Pra começo e fim de conversa, ponto.

Aqueles gestos tão grosseiro e suaves a mesmo tempo

e de tempo em tempo...
Clichês banais de inicio de conversa, uma sinuca de bico, outra de 2
Olhos bem abertos, sapatos bem calçados, outro cigarro
Mesa repleta de amor, inveja, raiva e todos esses sentimentos pavorosos que nem sei de onde vem, e porque vem, só sei que vem
Silêncio...
Me governe, me atravesse em memória, me amarre em querer, me atrase, me arraste, com o mesmo amargo incompleto a me completar
azar dessa contradição, inspirada na mancha marrom 
que fica ao lado do teu cabelo, bem embaixo dos teus olhos, e eu não sei dizer, pra onde esse caminho vai dar, só sei que vai
Num outro dia, pode ser?
Hoje tenho mais roupa pra lavar, do que a minha alma pra secar...