segunda-feira, 16 de julho de 2012


Mesmo assim...
...pode rir, eu sei que é estranho chamar-se solidão quando a única coisa que não se está, é só...
Também pedi uma dose do meu martíni, quem sabe rodopiar por aquela esquina fria de novo e de novo
Hoje mesmo assisti um filme, digamos, regular
Dirigido por Toni Venturi, fotografia típica de um filme brasileiro, com certa intensidade nas "cenas de braço" - confesso que não é o tipo de filme que me cause arrepios, tão pouco suspiros, no máximo, pensamentos... 
O "estar sozinho (a)" em casa, multidões, quarteirões, no céu do avesso
No travesseiro duplo que dubla abraço e serve de lenço
e no lenço que supre o ombro, mas que não tem veias, nem me aconselha numa reza, e nem sei o que pensar sobre meus "eus"
Vendo o céu pelas cortinas que refletem nuvem
pelas entranhas de vidro batido e precianas cinzas cor de fumaça viva e pobre
E pelas paredes em partes
azuis/brancas com lado cor de rosa
Vai saber? quem sabe daqui a um mês tudo isso não se acabe?
Quem sabe daqui um mês, esteja eu, morrendo de rir sem qualquer alguém por aqui?

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