segunda-feira, 9 de julho de 2012


Escrito faz um tempo... misturada com o resto que não serviu mais


Quando penso que ouvi todos os absurdos que me distraem de mim no escuro das coisas claras e da claridade das coisas mortas - ou daquelas que morreram faz pouco;
ouço que meus olhos cheiram muito mais do que meus dedos vêem
piso no teto, bem mais do que meus ouvidos cantam na multidão;
Um milhão de beijos e abraços e um bilhão de colos e flores de todos os cantos do mundo, não me socorrem não;
O que me socorre é sua roupa e pescoço, é te dizer o que penso, a hora que penso e quanto ao que penso... faz quase um ano, e eu ainda não descobri como lhe contar, que ausência mais repentina que tive foi sua; que meu alvo mais próximo é o perfume das plantas que gosto, daquele cheiro do teu jeans em perfume, das tuas mãos preparando meu café batido como ninguém;
Dos teus diversos tipos de sorriso, da tua voz fininha, isso sim... eu entendi como dizer... Eu gosto de gostar da saudade, eu gosto de ser teu norte, e do meu sorriso daqui pra la, das tuas viagens que me fizeram saber o que é saudade... de verdade! 
Eu gosto... eu sinto saudades, as vezes!

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