quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Veja você, nos seus vinte e poucos anos, como estou...
recomendo abrir as gavetas, testar as canetas, sentir a minha febre sem cor
Não há porque ouvir agonias e viver romances sem dor
Revirar o baú do banheiro, e ter alguém pra amar
colocar nomes em flor que há muito não bebem,
não sorriem pro verão de agosto
que tal ficar um pouco mais? provar a minha tinta com gosto de limão,  lembrar das cartas sem rua nem endereço, sem selo, sem beijo...
escrever algo nem que seja para dizer que está vivo, pois é isso que estou fazendo agora
lembra-se de mim?
ajuda a minha poesia sem grito, sem língua nem voz
ajuda a minha força a expressar-se quando eu não amo mais e não amo pouco
quando eu amo demais, quando eu sinto e vejo mais
teu ouvido calmo, teu lençol calado, teu vestido cor de jasmim, que por acaso é a minha flor com nome, cheiro, aparência preferida, o que tenho de melhor é tudo aquilo que deixei ir embora de mim.
Nos seus vinte e poucos anos, bem poucos
meu jasmim

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